A OpenAI avisa que o ChatGPT pode soar convincente e estar errado, e que o seu conhecimento não está atualizado. Com pesquisa, o ChatGPT, o Perplexity e as funcionalidades de IA do Google mostram as páginas que usaram. É aí que se trabalha.
Como verificar o que dizem sobre si
Faça as perguntas que um cliente faria, em mais de um assistente, e anote a resposta e as fontes. Repita uma vez por mês: as respostas mudam.
- "Quem é [nome]?", sozinho, como faria um desconhecido.
- "Quem é [nome], [profissão] em [cidade]?", com o contexto que o identifica.
- "Que [profissão] recomenda em [cidade]?", para ver se aparece numa recomendação.
- Registe as fontes citadas: são as páginas que vale a pena corrigir ou reforçar.
A verificação gratuita deste site faz a primeira pergunta com pesquisa na web e mostra as fontes. Para "Emanuel Luís", a 1 de novembro de 2026, a resposta foi que havia várias pessoas com o nome e nenhuma era o autor deste guia.
Porque é que a IA se engana
Os erros mais comuns são três: confundir pessoas com o mesmo nome, repetir informação antiga de páginas que ninguém atualizou e inventar detalhes plausíveis quando há pouca informação. Os três diminuem quando existe uma fonte clara e atual que diz quem é.
O que mudar primeiro: as fontes
Os assistentes com pesquisa citam páginas que estão indexadas. O Google diz que, para ser elegível para as suas funcionalidades de IA, uma página tem de estar indexada e poder aparecer com excerto; não há requisitos técnicos adicionais nem ficheiros ou marcação especiais, mas não há garantia de aparecer. A OpenAI recomenda permitir o rastreador OAI-SearchBot.
- Uma página sobre si, com nome, profissão, localidade e ligações para os perfis oficiais.
- Perfis consistentes: o mesmo nome e a mesma descrição em todos.
- Páginas antigas com dados errados atualizadas ou retiradas na origem.
- Não bloquear os rastreadores de pesquisa (Googlebot, OAI-SearchBot). Bloquear os de treino, como o GPTBot, não impede a citação no ChatGPT.
Pedidos de correção e remoção às empresas de IA
Ao abrigo do RGPD, pode pedir a estas empresas que corrijam ou deixem de usar os seus dados pessoais. Os pedidos não são automáticos: a OpenAI diz que os avalia caso a caso, pesando a liberdade de expressão e o interesse público; a Anthropic diz que pode recusar quando há interesse público em manter a informação.
- OpenAI (ChatGPT): no Privacy Portal, "Remove personal data from ChatGPT responses", com ou sem conta, com links das conversas e prova de identidade. Só afeta as respostas do ChatGPT, não os sites nem os motores de pesquisa.
- Google (Resumo de IA, em inglês AI Overviews, e Modo IA): os botões de feedback na própria resposta. A funcionalidade não pode ser desligada por quem pesquisa.
- Perplexity: formulário de privacidade de dados ou email para a equipa de privacidade, que diz responder em 30 dias ou pedir prorrogação até mais dois meses. Todas as respostas incluem citações.
- Anthropic (Claude): pedido através do centro de privacidade, com capturas de ecrã, a pergunta usada, nome e email.
Se uma empresa recusar sem justificação, pode queixar-se à autoridade de proteção de dados, em Portugal a CNPD.